Coleção da infância – 02


Estava eu pensando sobre as maldições / coincidências que ocorreram com pessoas ligadas às produções de filmes com temas demoníacos e lembrei-me do filme The Omen (A Profecia).

Procurei no Google e percebi que a versão que assisti era um remake. E que a versão original de 1976 é muito mais interessante. Fiquei com vontade de ver.

E, assim, lendo sobre o filme, de repente lembrei que quando criança escrevi uma história bastante parecida. Não sei se na época vi o filme de 76 e fui influenciada e escrever ou sei lá, é muita coincidência. A verdade é que não lembro mesmo de ter visto a versão de 76.

Enfim, compartilho com vocês mais um texto que escrevi na infância. Um tanto sanguinário para ser escrito por uma criança de dez anos, mas ok. Ri demais.

Foram muitos Cinema em Casa de influência, que na época não tinha classificação por idade.

FIZ QUESTÃO DE DEIXAR OS ERROS GRAMATICAIS, DE CONCORDÂNCIA, PLURAL, VERBO E TUDO MAIS. Divirtam-se!

O espírito mesterioso

Havia uma vila muito pobre sem alegria e muito menos movimentada.
Ana e José, moravam lá. Eles era casados.
Ana estava grávida de seu primeiro filho.
Ana brigou com Jose às 11:30 da noite. Eles se batiam e gritavam, faziam um escândalo danado.

Ana saiu de sua casa, e foi procurar um lugar para entrar e descansar. Mas o único lugar que ela achou aberto foi o cemitério.
Ela entrou, e no meio do cemitério, havia uma cepultura com uma caveira, tinha chifres, cauda e segurava alguma coisa na mão. Ana tão assustava saiu correndo, e teve uma dor na barriga, quando ela olhou a sua barriga estava se mexendo demais, parecia um plástico mole, com alguém querendo sair, mas não conseguia e empurrava.
Ana não se sentia bem, e foi para o hospital, só que estava fechado.
Ana voltou para casa sem discutir com José, e descansou em sua cama.

De manhã cedo ela foi tomar café da manhã e não conseguia engulir, uma vez ela conseguiu mas se engasgou.
Passou meses e aos nove meses Ana foi para o hospital antes de dar a dor.
Quando ela chegou com José no hospital, se sentiu-se mau, e José chamou o doutor.
Tiraram seu filho, mas na hora foi muito estranho, o bebê não chorou e os médicos não mostraram o bebê, e conversavam no ouvido sem que Ana ouvisse.
Ana achou que o bebê havia morrido.
Mas no outro dia os médicos pegaram o bebê com luvas na mão, porque o bebê era igual a caveira que Ana tinha visto no cemitério, com chifres, cauda e uma coisa na mão, muito estranho. Os médicos colocaram numa caixa e o enterraram no cemitério. Depois foram direto para o orfanato e adotaram um bebê bem novinho.
Chegaram no hospital e deram para Ana, Ana ficou tão feliz pelo seu bebê maravilhoso.

Quando Ana colocava-o no berço e ia cozinhar, um espírito dizia para o bebê:
– Você não vai viver por muito tempo, seu menino horrível.
E começava a biliscar o bebê, ele chorava e Ana ia ver o bebê estava todo vermelho.
Ana o levou para o hospital, os médicos não viram nada de mau no menino, só disseram que ele podia ser alérgico.

Lucas (que era o bebê) desde aos 4 anos, quando andava pelo corredor de sua casa, via um espírito horrível. Depois ele ia para cama e tentava dormir. Mas não adiantava, porque Lucas sonhava que estava sendo atacado pelo espírito do mal.
Os únicos que sabiam deste espírito, era os médicos que o enterraram.

Um dia, o espírito pegou pelo pescoço de Lucas e o enforcou, ate Lucas desmaiar.
Ana havia saido e José também, apenas a babá de Lucas que estava lá.
Quando a babá de Lucas foi varrer o seu quarto viu o Lucas desmaiado, Maria (a babá) não sabia o que fazer, pegou o telefone e ligou para o hospital. Os médicos chegaram e curaram Lucas.
Quando Ana e José chegaram, perguntaram se havia acontecido alguma coisa de errado, Maria disse meio triste para seus patrões:
– É, sabe que aconteceu, seu filho demaiou e eu chamei os médicos, e eles curaram Lucas.
Ana desesperada perguntou o motivo do desmaio, e Maria respondeu que não sabia, só tinha visto ele caído no chão.

Uns meses depois o espírito começou a aparecer aos médicos que o enterraram, ele dizia:
– Vocês são uns ediotas! Porque me enterraram se eu estava vivo.
Um dos médicos respondeu:
– A gente já sabia que você surgiu no mundo, apenas para fazer o mal.
– Por isso vou me vingar de vocês, de Ana e de Lucas – disse o espírito.
– Não! Não mexa com Ana e nem com Lucas, eles não tem culpa, quem tem culpa somos nós por ter te enterrado vivo!
– Mas o Lucas tomou o meu lugar, e por causa disso vou matá-lo.
Alguma voz alta falou:
– Doutor Marcos, urgente ir para a sala de parto, uma mulher está quase morrendo de dor.
O doutor Marcos foi abrir a porta do escritório para sair, e o espírito fez uma mágica para Marcos quebrar as duas pernas. Um dos médicos gritou:
– Não! Você não merece viver, seu espírito malvado!
– Obrigado pelo nome, eu precisava de um nome: malvado, ra ra ra ra!

Depois disse ele vestiu a roupa do doutor Marcos, e foi para a sala de parto, fazer uma coisa incrível, sabe o quê? Ele ia matar a mulher. E na hora que ele chegou meteu uma faca na barriga da mulher e matou os outros médicos que estavam lá.
O espírito mesterioso, foi para casa de Ana.

Quando chegou lá, a primeira coisa que ele fez foi matar Maria. O espírito mesterioso, estava bagunçando a casa e fazendo barulho para que alguém fosse ver e ele matava. Mas ninguém foi. Então ele foi procurar, só achou José dormindo. Depois ele sumiu pela janela.
Só num dia ele matou 54 pessoas, só para se vingar, porque se ele estivesse vivo, com seu corpo de carne, ele ia matar menos.

No meio da rua ele encontrou Ana com Lucas fazendo compras, ele aproveitou e agarrou Lucas e botou uma faca quase encostado no pescoço e gritou:
– Me dão todo o dinheiro se não mato este menino!
Todos deram. Mas não adiantou, ele sequestrou Lucas. Ana seguiu eles.

Quando o espírito ia matando Lucas Ana chegou e gritou:
– Solte Lucas, e diga quem você é.
O espírito disse:
– Oi mamãe, como vai? Acho que chegou a hora de você saber a verdade.
Ana não prestou atenção para ele e gritou de novo:
– Solte meu filho! e te dou todo meu dinheiro!
– Seu filho sou eu e não Lucas. Vou contar tudo para você saber que Lucas nunca foi seu filho. você se lembra que quando eu nasci eu não chorei, e os médicos não te mostraram o bebê. É que eu era muito feio e continuo sendo, com chifres, cauda e dentes afiados. Eu sou feito pelo DIABO para fazer o mal. Depois eles me enterraram e adotaram Lucas para você. Mas meu espírito está aqui, com poderes, e quero me vingar daqueles médicos, de Lucas e de você (mamãe).

Mas na hora que o espírito do mal ia matando Lucas, Ana desmaiou e os médicos com os policiais chegaram.
Os médicos estavam tentando acordar Ana, e os policiais meteram fogo no espírito do mal, e Lucas começou a chorar.
Ana acordou e abraçou Lucas.
Mas o espírito não morreu e atacou um dos policiais. Outros policiais ajudaram o outro e jogaram fogo no espírito outra vez. Mas não adiantou.

No pensamento de Ana estava dizendo a ela se lembrar da caveira daquele cemitério. Ana se lembrou que estava escrito na caveira que se misturasse sal com água os espíritos morrem de novo, e para sempre. Ana pegou numa casa ao lado, enquanto eles brigavam com o espírito. Ana pegou e jogou no espírito, mas antes ela falou a ele:
– Eu acredito que você é meu filho verdadeiro, mas tenho que te matar, para não prejudicar as pessoas. Adeus meu filho malvado, que vá para o inferno!

De repente ele sumiu, e deu uma paz nos corações.
Ana foi para casa chorando, desesperada com Lucas no seu colo.
E a perna do doutor Marcos voltou a ser normal.

Passava anos, e Ana nunca esqueceu daquele filho que ela teve, que ela mesmo o matou. Mas ela tinha um filho educado, quieto sem reclamações, mesmo não sendo dela, ela o amava mais do que o amava antes. Ana não tinha sempre seu sorriso, toda vez que falavam a palavra filho, ela se lembrava de seu filho criado pelo DIABO, que ele se foi, para o inferno.

THE (O) END (FIM)
ATENÇÃO! Nunca diga a palavra diabo.
Autora: Renata Tavares Dias
livro: o espírito mesterioso.
feito no dia: 1-6-98 e terminado no dia: 2-6-98

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Sobre Entrelaces

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada." Clarice Lispector

2 Respostas para “Coleção da infância – 02

  1. rsrsrsrsr… 10 anos e eu era sanguinária 😛
    engraçado q quando escrevi, na minha cabeça tinha todo um jeito de contar a história.
    quando leio, ainda lembro exatamente esse jeito.

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